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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Henry Austin Lewis


Eu poderia falar o dia inteiro de Henry - e não me cansaria. Mas vamos ser objetivos. :)
Henry é uma das personagens centrais de O Segredo de Esplendora. Ele é um vampiro, ser das trevas, discreto e que vive próximo a Graceland. O livro começa com ele, com sua participação na transformação de um rapaz - que estaria para morrer - em vampiro. Conhecer Henry e tudo que há sobre ele é fundamental para uma boa compreensão da história, em geral.

Ele é um vampiro - isso não é segredo. Foi transformado aos 22 anos, depois de ter passado por uma terrível tragédia familiar. Henry nasceu em 1427, em Shoreham, Inglaterra. Seu pai era um fazendeiro, e ele aprendeu a cuidar das terras depois do seu falecimento. Henry era casado e tinha dois filhos, mas sua família foi dizimada - um conhecido assassinou sua esposa e filhos por causa da inveja.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


[...] _Ora vejam. - Henry surpreendeu-se. - Você não sabe o que é.

_Isso não foi uma pergunta. - Heather torceu os lábios.

_Claro que não, foi uma constatação. Eu imaginei que você tivesse ciência de que não é humana.

Heather deu uma risada. A conversa tomara um rumo inesperado. Ela não costumava temer bandidos ou infratores da lei, nem mesmo os mais perigosos. Não tinha medo, e aquela atitude sempre a expunha a situações limite. Mas aquele maníaco não parecia que lhe faria mal imediato, então Heather acabou se envolvendo com o assunto – que parecia tão ilógico quanto tudo que estava acontecendo naquela noite.

_Céus, eu preciso acordar. - Ela levantou-se e colocou as duas mãos na cabeça, pressionando o lobo temporal com força. - Eu preciso acordar, e tem que ser agora. É muita coisa para uma noite só. Primeiro eu vejo um Anjo em meu quarto, depois sou atacada pelo maníaco mais atrapalhado que existe; e agora estou dialogando com um vampiro que me diz que eu não sou humana! O que é isso; é a natureza se vingando do meu ceticismo? Só pode ser, estou sendo castigada por ser tão descrente. [...] 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Heather parou e encarou o vampiro que a observava falar. Ele vestia apenas as calças de tecido bege, sem camisa e descalço. Ela então pode vê-lo, e enxergá-lo à luz. Henry no observatório estava na penumbra, e parecia feito de prata, iluminado pelo luar. Henry em seu quarto parecia uma sombra, ela não conseguia vê-lo, apenas tocá-lo. E naquele momento ele parecia tão real, e tão humano. Ela jamais poderia dizer que ele era um vampiro se não soubesse. O peito definido como se ele costumasse exercitar-se, permeado com fios escuros, em quantidade suficiente, que desciam por toda a extensão de seu tórax até a barriga, desaparecendo cuidadosamente no cós da calça; os braços estendidos e também definidos; os pés perfeitamente desenhados, meio escondidos pelo corte impecável da bainha; os olhos negros profundos e vívidos, que expressavam toda a ansiedade que ele sentia; os lábios pálidos de desenho, que não estavam tão pálidos naquele momento, e que se retorciam enquanto as mãos estavam guardadas nos bolsos; os cabelos da mesma cor dos olhos, tão escuros quanto a noite sem estrelas, levemente ondulados com uma ou duas mechas a caírem por sua testa lisa. Heather considerou se ele era mesmo real, porque ela não conseguia imaginar alguém real sendo tão Henry.

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