Vocês poderão ler os 3 primeiro capítulos de Ascensão.
Ainda essa semana, o livro publicado, em formato impresso e e-book.
Aguardem as novidades!
E foi daquele jeito que ele encontrou o Anjo em sua varanda. Anjo, literalmente. Heather estava distraída, observando a estrutura, e não notou a aproximação felina do vampiro. Ele demorou um pouco a acreditar que fosse ela, principalmente porque ele esperava que não fosse ver Heather novamente. Não tão rapidamente; ele jurava que a tinha assustado bastante. Não queria assustá-la, mas acreditava fielmente que o tinha feito. E lá estava ela, reluzindo como o sol de verão, iluminada pela luz artificial que a fazia ainda mais pálida e impressionante. “Como Stuart, sem ter nada de Stuart.” ele sussurrou para si mesmo.
Heather parou e encarou o vampiro que a observava falar. Ele vestia apenas as calças de tecido bege, sem camisa e descalço. Ela então pode vê-lo, e enxergá-lo à luz. Henry no observatório estava na penumbra, e parecia feito de prata, iluminado pelo luar. Henry em seu quarto parecia uma sombra, ela não conseguia vê-lo, apenas tocá-lo. E naquele momento ele parecia tão real, e tão humano. Ela jamais poderia dizer que ele era um vampiro se não soubesse. O peito definido como se ele costumasse exercitar-se, permeado com fios escuros, em quantidade suficiente, que desciam por toda a extensão de seu tórax até a barriga, desaparecendo cuidadosamente no cós da calça; os braços estendidos e também definidos; os pés perfeitamente desenhados, meio escondidos pelo corte impecável da bainha; os olhos negros profundos e vívidos, que expressavam toda a ansiedade que ele sentia; os lábios pálidos de desenho, que não estavam tão pálidos naquele momento, e que se retorciam enquanto as mãos estavam guardadas nos bolsos; os cabelos da mesma cor dos olhos, tão escuros quanto a noite sem estrelas, levemente ondulados com uma ou duas mechas a caírem por sua testa lisa. Heather considerou se ele era mesmo real, porque ela não conseguia imaginar alguém real sendo tão Henry.
Ela sentou-se na cadeira de observação, puxou para si o telescópio e ajeitou o foco. O mundo que ela conhecia então se abriu diante de seus olhos. Por um instante, a Terra pareceu um lugar desconhecido e as estrelas eram familiares. Heather não pode evitar pensar se Esplendora era uma estrela; se o lugar que Mills chamava de casa estaria por ali, iluminando a noite dos mortais.